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Lúcio Sérgio
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EFICIÊNCIA REPRODUTIVA E PRODUTIVA EM EQUINOS

*Lúcio Sérgio de Andrade Zootecnista

Os grandes avanços tecnológicos na Equinocultura ocorreram na área da reprodução. Os melhores exemplos são as técnicas da inseminação artificial, transferência de embriões, diagnóstico da prenhez através de ultrasom, controle da ovulação através do ultrasom.

A prática da inseminação artificial, através do uso de sêmen refrigerado, já é rotina em um significativo numero de haras. O que viabilizou esta prática foi a possibilidade de sobrevivência das células espermáticas por um período superior a 24 h  Entretanto, utilização do sêmen congelado, ainda engatinha. Além da vantagem de “ter” o garanhão no haras, uma vantagem adicional é a de possibilitar o uso prolongado de material genético superior.

A técnica da transferência de embriões já está amplamente dominada, e vem trazendo resultados positivos, apesar das dificuldades em super-ovular a égua. Os próximos avanços tecnológicos serão a sexagem e o congelamento de embriões. No primeiro caso, trará  relevante benefício à formação mais rápida de plantéis de matrizes de qualidade superior. No segundo caso, além de facilitar o manejo de éguas receptoras, o comércio internacional também será facilitado..

Infelizmente, os custos das modernas tecnologias reprodutivas não estão acessíveis à maioria dos criadores de equinos.  Para eles, resta buscar a máxima eficiência reprodutiva e produtiva através da monta natural controlada. Para plantéis de pequeno porte, em torno de dez matrizes, a meta deve ser 100% de produtividade. Para planteis de médio porte, entre 10 e 20 matrizes, a meta deve ser 90% de produtividade. Para plantéis de grande porte, acima de 20 matrizes, a meta mínima deve ser 80% de produtividade.

Na prática, não basta alcançar índices satisfatórios de eficiência reprodutiva, acima de 80%. A eficiência produtiva é o índice de real interesse, relacionando-se com a taxa anual de desfrute de produtos, ou seja, o índice de natalidade e o índice de desmame. Todos estes índices estão estreitamente relacionados ao manejo zootecnicamente conduzido.

Sabendo que a gestação da égua tem duração de 11 meses, em média, e que é possível cobrir a égua no 1o  cio pós – parto, a meta do criador deve ser a obtenção de um produto/ano. A compensação para o longo período de gestação da égua é o curto período pós-parto de descanso. A natureza proporcionou à égua a condição de ser fecundada por volta do 10o dia pós-parto.

Cuidar bem da égua, em todos os aspectos, é o segredo do sucesso de uma criação. Pelo menos 70% dos bons tratos recebidos pela égua, que se relacionam positivamente com os ganhos em efici6encia reprodutiva e produtiva,  entram pela boca.


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