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Lúcio Sérgio
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Nome: Sandro Fabricio
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Mensagem: Re-lendo a resposta dada sobre a marcha artificial, fiquei curioso sobre as modalidades de equitração específica para os diferentes andamentos. Gostaria de saber mais a respeito. Obrigado.


Resposta pelo Zootecnista Lúcio Sérgio de Andrade

Sandro, de fato, para cada modalidade de marcha há um tipo especifico de equitação. A marcha batida é o andamento mais fácil de ser mantido com equilibrio, regularidade e boa progressão, porque a massa corpórea está distribuída em maior tempo sobre apoios diagonais. Basta o cavaleiro manter a postura correta do corpo, mantendo o centro de gravidade equilibrado, com reunião moderada de rédeas, e podendo conduzir a montaria apenas com contato de rédeas. Se a marcha batida for a classica, de boa dissociação, uma pressão maior de pernas, ou até mesmo uma velocidade maior em uma curva mais fechada, ou em uma descida, fará com que a marcha mude para a de centro. A marcha de centro é a mais sutil, exigindo do equitador conhecimento de seu mecanismo de distribuição de apoios - cada membro deslocando-se em fases independentes. A postura inadequada do corpo, pressão mais forte nas redeas, pressao mais forte das pernas, podem provocar irregularidades, geralmente com aumento da lateralidade. A equitação da marcha de centro requer sensibilidade do assento, para sentir a marcha de centro, o que é fácil, pois ela não gera atritos verticais e laterais. A postura do corpo pode ser ligeiramente inclinada para trás, lembrando um pouco o assento espanhol. O ato de estribar, de forma moderada, também contribui para a manutenção da marcha de centro. As rédeas devem pressionar muito pouco a embocadura, em uma reunião moderada e continua, procurando manter a postura correta da cabeça, com o focinho apontado ao solo, nuca adequadamente flexionada. Esta postura correta da cabeça é fundamental para a marcha de centro, que requer ação correta da embocadura nos pontos de controle. A pressão de pernas jamais deve ser brusca, em especial nos cavalos de "costados quentes" , ou seja, muito sensíveis. A marcha picada requer um grau maior de reunião das rédeas. O cavaleiro pressiona mais as pernas, para solicitar uma maior força de impulsão, que é uma deficiência natural dos cavalos de marcha picada. Simultaneamente a pressão maior de pernas (em relação a pressão que se aplica nos cavalos de marcha de centro e batida, o cavaleiro deve pressionar as rédeas, mantendo um maior grau de reunião, o que é importante para favorecer a elevação dos membros anteriores (estilo característico da marcha picada) e uma maior dissociação, o que se traduz pelo melhor equilibrio da marcha picada. Em sintese, estas são as variações quanto a equitação das marchas picada, de centro e batida (classica e diagonalizada). 

 

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